First Cow
Kelly Reichardt, 2019
Visão, motivada pela revisão recente de Gerry, do filme da Kelly Reichardt.
Desejava ver o filme dela há algum tempo. E, no último domingo, acabei assistindo First Cow com a intenção de mesurar o caminho percorrido pelo cinema americano desde o lançamento de Gerry em 2002.
Ou, melhor dizendo, o caminho percorrido pela fração do cinema americano que foi por muito tempo chamada de independente – e que hoje, a bem dizer a cada dia que passa, percebemos o quanto foi dependente de toda uma conjuntura da indústria e do comércio cinematográfico (entre outros, e apenas nos Estados Unidos: Telluride, Sundance, vendas internacionais, home video), uma conjuntura que durou aproximadamente do início dos anos 1980 até meados dos 2000.
Voltando à visão de First Cow, tive uma impressão não muito distinta dos outros filmes que vi de Reichardt.
Mesmas qualidades, mesmos problemas.
Mas desta vez, as qualidades se sobressaíram em comparação com os problemas.
O que não deixa de ser surpreendente, considerando que o que há de menos interessante no cinema de Reichardt é, como disse o Fábio Visnadi, a parte narrativa, e que First Cow é extremamente dependente de uma das premissas narrativas mais tradicionais que existem: o nascimento de uma amizade a partir do convívio em um ambiente inóspito.

